o trabalho de recorte de papéis da ariádine menezes é um daqueles que eu admiro mais pelo processo em si do que pelo próprio resultado. é um trabalho braçal meticuloso e extremamente detalhista, que permite facilmente imaginar que sirva a ela quase como uma meditação.

 

retrato da artista ariádine menezes

em novembro do ano passado, ela expôs seus bonitos trabalhos, baseados na técnica japonesa denominada kiriê (vertente do papercutting), na galeria 11.16, em campinas.

inspirada após voltar de uma viagem à índia e à turquia, onde obteve contato mais próximo com os artesãos locais, ariádine deixou de focar na fotografia para mergulhar na colagem e, posteriormente, nos recortes.

 

foto de arte de recortes de ariádine menezes arte de recortes de ariádine menezes

 

vendo esses recortes, lembrei do trabalho da ana montiel, e de quando ela comenta (nesse vídeo bem legal) sobre seu recente “visual mantras”, uma série em andamento, de pinturas variadas de padrões de cores e estampas. ana diz que o processo criativo é orgânico e que, em sua opinião, a geometria é uma arte, e o que há de mais misterioso e transcendente. seus desenhos fazem parte, então, de “um contínuo fluxo de criatividade, colocando-a num estado meditativo”.

 

ana montiel arte de ana montiel arte de ana montiel

 

(vale a pena fuçar os trabalhos todos dela, são muito lindos).

 

por mariana t. k.
olho–roxo / mtk