comportamento

bardot & a libertação sexual da mulher, por simone de beauvoir

quando eu era mais nova, a sensualidade “excessiva” da brigitte bardot me incomodava. queria dialogar outras realidades sobre mulheres; queria o humor e a confiança da katharine hepburn, a guitarra e a provocação da pj harvey. agora mais velha tento buscar entender com mais compaixão; quem é a mulher que, como dizem os tablóides, “descartava” homens quando queria? que tentou suicídio várias vezes? que abandonou um filho e um casamento para ser livre e viver em uma mansão na praia cercada por animais?

 

brigitte bardot simone de beauvoir

MORE

a word after a word after a word is power – sofia soter

* a frase que dá título ao post é de autoria da margaret atwood

 

sofia soter

arquivo pessoal

sofia soter

arquivo pessoal

 

quando soube que estava para nascer uma revista online voltada ao público adolescente, lembro de ter comentado algo como “que ideia linda! meu ‘eu adolescente’ teria surtado com isso anos atrás, mas meu ‘eu adolescente interior’ está achando maravilhoso”. assim que saiu a primeira edição da revista capitolina, tudo que consegui fazer foi balançar a cabeça em um exagerado “SIM!!!!”, e assim tem sido desde então. com colaboradoras de variadas cidades, gostos e idades, a capitolina tem sido um abraço apertado pra quem, como eu, passou a adolescência seguindo dicas sobre como ser conquistada (e não o contrário, óbvio que não), ficar bonita (porque você não é) e abobrinhas afins. até hoje lembro claramente de uma delas, endereçada aos meninos (!): “nunca diga a ela que ela é bonita, e sim que ela está. assim, ela vê que é preciso um esforço para estar sempre bela” (um minuto de silêncio por todo esse tempo desperdiçado).

MORE

my bloody valentine & a psique feminina

a primeira informação que recebemos quando começamos a estudar psicologia é a de que tudo é sobre o inconsciente. tudo é sobre o oprimido, o reprimido, o não dito e o não feito. a psicodelia não é somente sobre se desligar, é um conceito sobre o não cerebral, o não racionalizado, a parte em todos nós que não é influenciada pelo consciente, logo, não sofre culpa ou censura.

 

my bloody valentine

MORE

psicose polanskiana – repulsion

através da genialidade, excentricidade e obscuridade de roman polanski, juntamente com a versatilidade, expressividade e talento de catherine deneuve, mergulhamos de cabeça no mundo psicótico de carol, personagem do filme repulsa ao sexo de 1965.

 

backstage do filme repulsa ao sexo

MORE

au miroir – “selfie” confidence

o autorretrato não é um fenômeno exclusivo do iphone, e não só revela a face e o físico mas também o íntimo do autor. é um reflexo do tempo em que ele vive, da situação e do humor em que ele se encontra, mesmo que no processo a intenção não seja revelar, e sim, só “expor”.
este não é um texto necessariamente feminista (embora eu seja profundamente interessada no assunto), é sobre a história da mulher na fotografia e, como esperado, o tema gera contradições. é um estudo sobre selfie, porque vi o assunto como mais uma prova de que a arte sempre dança com o narcisismo e está sempre à beira de ser julgada somente como tal mas é s e m p r e muito mais.

 

 (todas as imagens estão em HQ, é só clicar nelas para visualizar)

lena dunham texto por natalia mello

lena dunham tirando uma selfie na limousine antes de chegar no globo de ouro de 2014

MORE

a sustentável histeria de tereza – milan kundera

tereza, a musa de a insustentável leveza do ser. aos olhos de kundera e de seus leitores: a doce, sensível e aspirante a fotógrafa do interior da tchecoslováquia. cabelos curtos, saias, vestidos fofos com botas, amante de cachorros, fã de tolstói e uma eterna apaixonada. aos olhos da psicanálise: histérica de carteirinha.

 

foto da atriz juliette binoche com cao

MORE

na(s) pele(s) – paola alfamor & miso

“percebo a tatuagem como a abertura de um portal visual na pele, uma experiência realmente transcendental, um ritual muito intenso, em que entro em total meditação e canalizo toda minha energia para realizá-lo”. é o que diz paola alfamor, que utiliza a técnica conhecida como “hand poke” ou “ponto a ponto”, em que a máquina é substituída por agulha, tinta e muito amor. como suporte para a agulha, a artista nômade polimorfa usa um cristal de quartzo: “pois acredito que essa pedra tem o poder de absorver as energias negativas e potencializar as energias positivas, no corpo físico e espiritual”. o processo acaba se tornando menos doloroso e de cicatrização mais rápida.

 

caneta de cristal feita para tatuar paola alfamor

tatuagem feita a mão de paola alfamor

foto de tatuadora tatuando moça

MORE

hystérie – a histeria na história da mulher

de bruxaria à possessão demoníaca, as mulheres foram acorrentadas a esses estigmas por séculos; eram perseguidas, queimadas na fogueira, enforcadas, exorcizadas e ridicularizadas em praça pública. a trancos e barrancos esses rótulos acabaram sendo substituídos pela histeria, a qual teve seu auge epidêmico no século XIX.

 

 Electro mulher histérica do livro iconographie photographique de la salpÍtriere

MORE

freudianismo – a história de sigmund freud

o ícone inspirador da frase “freud explica”, sigmund freud, o pai da psicanálise, foi uma das figuras mais revolucionárias e controversas do século XX. revolucionário por trazer à vida questões sobre a sexualidade infantil e controverso por essa ideia ter gerado repulsa e revolta aos médicos de sua época. entre seus achados mais notáveis destacam-se os estudos de histeria, a interpretação dos sonhos, o nascimento do complexo de édipo e principalmente, a designação do inconsciente. este último, tão temido e ironicamente tão presente, é a cerne de toda a teoria psicanalítica.

 

retrato do psicanalista sigmund freud

MORE