os mais próximos de mim sabem o quanto uma carta, um bilhete manuscrito me fazem tremer de emoção – e sei que não sou a única. já estava pensando há tempos em como trazer isso pra cá e acho que finalmente encontrei um viés. gosto da ideia da demora, do processo e, claro, da mão encostando no papel e escrevendo, escrevendo, escrevendo. também me atrai a estética, o resultado visual que o projeto possibilita, tornando a conversa muito mais pessoal e até, íntima.

nesse projeto, escrevo manualmente as perguntas já pensando em quem vai respondê-las, escaneio, envio por e-mail pra pessoa que vai responder no papel impresso e escanear para me enviar de volta; eu sei, é muito trabalhoso, e esse foi um dos motivos que sempre me fizeram adiar a tentativa que, agora, reproduzimos aqui embaixo (afinal, o que custa experimentar, não é?).

essa primeira experimentação foi de perguntas feitas para a nati, criadora & editora do baby tears.
enjoy ;)

ps.: quaisquer sugestões, críticas e vontades de colaboração são super bem vindas! não se acanhem, o projeto é nosso! ♥   entrevista manuscrita entre natalia sanabria de mello e mariana t.k.
entrevista transcrita

Como é a sua relação com a música? Você sente necessidade de estar ouvindo o tempo todo, ou também precisa de momentos de silêncio?
R.: a minha relação com a música é muito ligada ao visual, minhas memórias mais fortes c/ música vêm de filmes. acho que estou sempre esperando a mensagem como trilha sonora. nunca consegui gostar de rock pesadão, respeito mas não me toca pessoalmente. eu gosto muito de silêncio, mas também considero o silêncio (continua abaixo) tão terapêutico quanto boa música. tenho discos específicos que mudam meu humor instantaneamente.

Existe algo (qualquer coisa!) de que você não gostava (fortemente ou não) e passou a gostar?
R.: automaticamente penso em: acordar cedo. eu sou uma pessoa noturna, acho, então é difícil eu conseguir dormir cedo e acordar cedo cantarolando, mas tem ficado mais fácil.
 
Descreva um dos lugares/ o lugar em que você mais se sente melhor no mundo:
R.: eu não tenho lugares específicos, o que me faz bem são determinadas pessoas. uma das minhas situações favoritas  da vida (que pode ser considerado um lugar?) é um bom jantar com essas pessoas, com um bom vinho e conversando até muito tarde. considero curitiba minha cidade natal, porque, em geral, é onde me sinto mais em casa, mas às vezes it just gives me the blues.
 
Quando foi a última vez que você chorou vendo um filme?
R.: vendo breaking the waves do lars von trier, que só tive oportunidade de ver agora. chorei muito e fiquei muito fã do filme. me surpreendeu!
 
Qual é sua cor favorita atualmente? Você tem algum objeto/pertence que tenha essa cor? Como ele é?
R.: tenho 4 cores favoritas: azul marinho, rosa, caramelo/mostarda e bordô. é isso! hahaha
eu normalmente compro roupas dessas cores e acabo tendo um armário bem entediante.

por mariana t. k.